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Prece pelos inimigos do Espiritismo

Atualizado: 13 de ago. de 2025

Evangelho Segundo o Espiritsmo cap. XVIII - Coletânea de preces espíritas


Pelos inimigos do Espiritismo.

50. Bem-aventurados os famintos de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.



Ditosos sereis, quando os homens vos carregarem de maldições, vos perseguirem e falsamente disserem contra vós toda espécie de mal, por minha causa. — Rejubilai-vos, então, porque grande recompensa vos está reservada nos céus, pois assim perseguiram eles os profetas enviados antes de vós. (S. Mateus, 5:6 e 10 a 12.) Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode perder alma e corpo no inferno. (S. Mateus, 10:28.)


51. Prefácio. — De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que abrange a de consciência. Lançar alguém anátema sobre os que não pensam como ele é reclamar para si essa liberdade e negá-la aos outros, é violar o primeiro mandamento de Jesus: a caridade e o amor do próximo. Perseguir os outros, por motivos de suas crenças, é atentar contra o mais sagrado direito que tem todo homem, o de crer no que lhe convém e de adorar a Deus como o entenda. Constrangê-los a atos exteriores semelhantes aos nossos é mostrarmos que damos mais valor à forma do que ao fundo, mais às aparências, do que à convicção. Nunca a abjuração forçada deu a quem quer que fosse a fé; apenas pode fazer hipócritas. É um abuso da força material, que não prova a verdade. A verdade é senhora de si: convence e não persegue, porque não precisa perseguir. O Espiritismo é uma opinião, uma crença; fosse até uma religião, por que se não teria a liberdade de se dizer espírita, como se tem a de se dizer católico, protestante, ou judeu, adepto de tal ou qual doutrina filosófica, de tal ou qual sistema econômico? Essa crença é falsa, ou é verdadeira. Se é falsa, cairá por si mesma, visto que o erro não pode prevalecer contra a verdade, quando se faz luz nas inteligências. Se é verdadeira, não haverá perseguição que a torne falsa. A perseguição é o batismo de toda ideia nova, grande e justa e cresce com a magnitude e a importância da ideia. O furor e o desabrimento dos seus inimigos são proporcionais ao temor que ela lhes inspira. Tal a razão por que o Cristianismo foi perseguido outrora e por que o Espiritismo o é hoje, com a diferença, todavia, de que aquele o foi pelos pagãos, enquanto o segundo o é por cristãos. Passou o tempo das perseguições sangrentas, é exato; contudo, se já não matam o corpo, torturam a alma, atacam-na até nos seus mais íntimos sentimentos, nas suas mais caras afeições. Lança-se a desunião nas famílias, excita-se a mãe contra a filha, a mulher contra o marido; investe-se mesmo contra o corpo, agravando-se-lhe as necessidades materiais, tirando-se-lhe o ganha-pão, para reduzir pela fome o crente. (Cap. XXIII, n.os 9 e seguintes.) Espíritas, não vos aflijais com os golpes que vos desfiram, pois eles provam que estais com a verdade. Se assim não fosse, deixar-vos-iam tranquilos e não vos procurariam ferir. Constitui uma prova para a vossa fé, porquanto é pela vossa coragem, pela vossa resignação e pela vossa paciência que Deus vos reconhecerá entre os seus servidores fiéis, a cuja contagem ele hoje procede, para dar a cada um a parte que lhe toca, segundo suas obras. A exemplo dos primeiros cristãos, carregai com altivez a vossa cruz. Crede na palavra do Cristo, que disse: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, que deles é o reino dos céus. Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma.” Ele também disse: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem.” Mostrai que sois seus verdadeiros discípulos e que a vossa doutrina é boa, fazendo o que ele disse e fez. A perseguição pouco durará. Aguardai com paciência o romper da aurora, pois que já rutila no horizonte a estrela d’alva. (Cap. XXIV, n.os 13 e seguintes.)


52. Prece. — Senhor, tu nos disseste pela boca de Jesus, o teu Messias: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça; perdoai aos vossos inimigos; orai pelos que vos persigam.” E ele próprio nos deu o exemplo, orando pelos seus algozes.



Seguindo esse exemplo, meu Deus, imploramos a tua misericórdia para os que desprezam os teus sacratíssimos preceitos, únicos capazes de facultar a paz neste mundo e no outro. Como o Cristo, também nós te dizemos: “Perdoa-lhes, Pai, que eles não sabem o que fazem.” Dá-nos forças para suportar com paciência e resignação, como provas para a nossa fé e a nossa humildade, seus escárnios, injúrias, calúnias e perseguições; isenta-nos de toda ideia de represálias, visto que para todos soará a hora da tua justiça, hora por que esperamos, submissos à tua santa vontade.


REFLEXÃO


Hoje é dia 19/07/2025. Em 64 d.c., no dia 18 para o dia 19 de julho houve um grande incêndio em Roma que teria durado 6 dias e 7 noites. Nero, então imperador, acusado de ser o causador do incêndio, para desviar as acusações de que ele mesmo teria sido o incendiário, usou o fato como pretexto para iniciar uma brutal preseguição aos cristãos. Muitos foram martirizados, dentre eles os apóstolos Pedro e Paulo.


Execução de Paulo


Paulo, por ser um cidadão romano, possuía certos direitos que o diferenciava de outros condenados. Ele não podia ser crucificado, execução essa reservada aos não-cidadãos. Em razão disso foi condenado à decapitação, considerada uma forma de morte mais honrosa e que causa menos sofrimento por ser mais rápida. Foi conduzido por soldados ao longo da Via Ostiense, estrada que saía de Roma, até um local chamado de Aquae Salviae, hoje conhecido como Abadia das Três Fontes, onde foi executado.


Execução de Pedro


Pedro, por não ser romano, foi condenado à crucificação, uma forma de execução cruel e humilhante reservada a criminosos e cidadãos não-romanos. Porém, Pedro não se considerava digno de morrer da mesma forma que o Jesus Cristo. Por essa razão, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. E assim foi feito.


Nos dias de hoje


Hoje em dia, as perseguições àqueles que seguem os passos do Mestre Jesus não são, em regra, violentas como nos primórdios do cristianismo. Vejamos o que o Evangelho segundo o Espiritismo nos ensina.


"A perseguição é o batismo de toda ideia nova, grande e justa e cresce com a magnitude e a importância da ideia."


E é indiscutível a magnitude e a importância das lições do Cristo. Assim, nós que ainda peregrinamos em um planeta de expiações e provas, e por conseguite, precisamos, como o apóstolo Paulo o foi, ser "CARTAS VIVAS" do Cristo, sofreremos "perseguições" daqueles que ainda não compreenderam as lições de amor do Mestre Jesus. Mas certamente não enfrentamos mais os martírios sofridos pelos primeiros cristãos, mas como eles, temos a obrigação de seguir firmes os preceitos do evangelho de luz, pois "porquanto é pela vossa coragem, pela vossa resignação e pela vossa paciência que Deus vos reconhecerá entre os seus servidores fiéis, a cuja contagem ele hoje procede, para dar a cada um a parte que lhe toca, segundo suas obras."





 
 
 

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